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Confira abaixo, texto escrito por Ivone Lima, jornalista falando sobre a situação do voleibol em Juazeiro:
"Duas imagens são facilmente associadas ao voleibol brasileiro: evolução física e medalha de ouro. Desde a sua primeira competição em 1923 promovida pelo Fluminense, com o objetivo de difundir o esporte no Brasil, e das consequentes mudanças nas regras, que permitiram, sobretudo, mais agilidade; o voleibol aqui, se tornou o efeito mais emblemático da evolução e profissionalização da Educação Física brasileira. Em 1885, o americano William Morgan criou o que seria uma brincadeira recreativa, e pasmem, depois de todo profissionalismo em que chegou o esporte no Brasil, consagrado como potência olímpica, em Juazeiro da Bahia, continua sendo um entretenimento.
Quando confrontado com a realidade da região, Heber Pontes, que traduz muito do esporte e ainda respira vôlei, conclui desanimado: “minha turma vem antes da geração de prata, desde 1978 que nós jogamos vôlei, comecei quando o vôlei nem era profissional, no entanto, pra mim é como se não fosse”. Com relatos quase inacreditáveis, ele explica que muitas vezes precisam “rachar uma graninha” para alugar um espaço para um simples treino, e que nem sempre é possível representar Juazeiro: “reunimos os atletas que são bons e representamos Petrolina, que é a cidade que nos acolhe!”.
Se esse cenário fosse apenas do vôleibol, seria inaceitável, mas, menos crítico quando entendemos que é uma realidade do esporte de uma maneira geral, na cidade, de um país que se pretende potência olímpica. Segundo os professores de Educação Física, a região tem grandes possibilidades no que diz respeito aos atletas, mas nenhuma estrutura que potencialize e dê visibilidade a essa força: “não temos uma associação de vôlei, por exemplo, que organize uma liga, temos somente os jogos escolares!” explica Pontes.
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Professor Heber
No último domingo, Serginho do Vôlei, promoveu um torneio que reuniu parte desses atletas, que infelizmente não podem se dedicar somente ao esporte, para Gaminha que joga vôlei desde adolescente e que também foi profissional: “não se resolve um problema desses na região só com boa vontade, é preciso que a população cobre do poder púlico, porque o esporte não faz bem apenas para quem pratica, todo jovem que está envolvido de alguma maneira com esporte não deixa espaço para coisas ruins”. E assim, os jogadores que participaram do torneio no bairro D. José Rodrigues seguem desarmando suas redes e também suas esperanças de um dia pegarem o navio da evolução, que para nossa realidade passa muito longe".
-Geraldo José
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
ESPAÇO DO LEITOR: O VOLEIBOL JUAZEIRENSE PERDEU A EVOLUÇÃO
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