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Em mais uma assembleia realizada nessa terça-feira (24), na sede da APLB, os professores da rede estadual de ensino votaram pela continuidade do movimento grevista e pela realização de uma nova assembleia na próxima sexta-feira (27), às 16 horas na sede da entidade sindical.
Em Salvador, a declaração do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, de que o que move a greve dos professores “é o desejo de causar uma derrota fragorosa ao governo” foi apontada pelo secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, em entrevista ao Bahia Notícias, como prova de que o objetivo da paralisação, que dura 106 dias, é político.
“Caiu a máscara. Lamentavelmente, o sindicato abandona a preocupação com os estudantes e as famílias para orientar os seus filiados ao combate ao governo”, avaliou. De acordo com o titular da Secom, ao contrário do que tem sido propagado pela APLB, o movimento tem perdido força. Segundo Almeida, um balanço da pasta da Educação indica que 972 escolas baianas já retomaram 100% do funcionamento, cerca de 200 têm atividades parciais e apenas 200 estão totalmente paradas. “Toda semana temos visto o retorno gradual dos professores. A greve se concentra em Salvador e Feira de Santana, mesmo assim, várias já voltaram à normalidade.
A tendência do fim da greve é inevitável”, apontou. Para Robinson Almeida, as atitudes do líder sindical são “atos desesperados”. “Como não consegue liderar a categoria, orienta os professores a um beco sem saída e transforma a luta salarial em combate político”, avaliou.
Informações: Geraldo José
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